09/07/2010

Mundo Bizarro: Insanidades Funerárias


Depois da morte do Super Pop Star Michael Jackson e na demora em enterrá-lo, fiquei curiosa sobre o assunto. Muita gente tem tabu em relação ao assunto morte, mas é um processo natural por qual todos passamos um dia.

As cerimônias fúnebres tem suas características conforme os costumes dos países e dos povos. Desde a Antiguidade, porém, as cerimônias ou ritos são ligados à morte. Ela apareceu na história humana há cerca de 40.000 anos, durante a última grande Idade do Gelo. As principais finalidades desses ritos têm sido homenagear os mortos, obter os favores dos deuses e prover os mortos com artigos considerados necessários para a vida no outro mundo.

No Brasil é mais conhecido como velório. Normalmente dura no máximo dois dias e é feito no cemitério. Com exceção de algumas cidades do interior que ainda mantem a Tradição de velar seus mortos em casa.



Leia também:

Batendo as botas com estilo

Túmulos incomuns

Caixões para alegrar o seu velório



Estados Unidos

Pode ser que não nos atentamos a isso, principalmente quando estamos participando do momento de dor, mas a indústria funerária é uma das mais lucrativas do mundo.

Em países como os Estados Unidos,
onde o ritual fúnebre beira o espetáculo, os americanos já criaram até escolas para formar profissionais gabaritados no ramo. São os Funeral Promoters.

Nos EUA, os funeral homes são listadas na bolsa de valores e seus donos entram na relação de milionários das revistas de negócios.

Japão

No Japão o preço médio do funeral varia ente 1,5 e 3,8 milhões de yen, algo em torno de 14 mil a 35 mil dólares. Só a lápide pode vir a custar até quase 6 milhões de yen, 56 mil dolares!

Os principais motivos para este preço abusivo dos funerais no Japão são que falta espaço em grandes cidades, como Tokyo por exemplo, e é muito difícil arrumar um cantinho pra enterrar suas cinzas; e é da cultura japonesa não comparar preços, pra não parecer que estão sendo mão-de-vaca com o defunto. Com certeza o Japão não é um lugar bom para morrer!

Filipinas

A norte de Manila, nas Filipinas, fica situado um dos mais bizarros cemitérios do mundo. Dezenas de caixões precariamente agarrados às rochas escarpadas contem os restos mortais dos ancestrais do povo de Sagada que prefere este sepultamento e perpetua este ritual há mais de 2000 anos.

Os pequenos caixões de madeira começam a ser executados em madeira pelos idosos quando sentem ter chegado a sua hora; se já estiverem muito fracos ou incapacitados o trabalho é feito pelos filhos ou pelo parente mais próximo de modo a que esteja concluído a tempo de receber o corpo.

O ritual obriga ainda a que os mortos sejam colocados dentro dos caixões – ainda que por vezes seja necessário forçar e partir os ossos do morto para que caiba num espaço tão exíguo – e transportados a custo para o alto dos rochedos, sua morada final, juntado-se assim aos caixões do seus familiares ascendentes.

China

Em algumas zonas rurais Chinesas, Stripers são contratadas para conseguir funerais lotados, o que é considerado como uma honra para o falecido. Como manda a tradição, as famílias mais poderosas mostram o seu estatuto contratando duas companhias que competem em talento não só musical, mas também erótico.

Espectáculos eróticos com “’striptease”‘ e intercâmbios eróticos com o público tornaram-se habituais e arrastaram para os enterros centenas de operários migrantes deslocados para a próspera zona, situada na Província Oriental de Jiangsu.


Algumas curiosidades sobre o mundo Fúnebre:

Funerais na Lua - Uma empresa americana, chamada Celestis Incorporated, tem tudo para ganhar o título de grupo funerário mais exótico do mundo. A Companhia já enviou as cinzas de mais de 100 pessoas para a órbita da Terra e está planejando uma nova versão da cerimônia, um funeral na Lua, que deve estrear em dois anos. A empresa já tem inclusive sua primeira cliente, uma geóloga que quer (queria) ficar no mesmo lugar onde a Apolo 11 pousou.

Cirurgia plástica em mortos - A Everest Funeral é uma empresa especializada em fazer cirurgia plástica em mortos. Normalmente, o funeral é totalmente programado, desde a definição pacífica da expressão facial (o que tem de ser feito antes do embalsamento) para apagar os traços da idade e de doenças até a utilização de cera, malhas ou até mesmo super cola no caso de ossos quebrados e a recriação do estilo do falecido, com o tratamento dos cabelos, unhas e maquiagem.

Heavy Metal: preferido para tocar em funerais na Australia - Matéria do jornal The West Australian informa que hinos de times de futebol e clássicos do AC/DC e METALLICA são as músicas mais requisitadas nos funerais da região.

No Brasil, as mulheres contratadas para chorar no velório alheio, as famosas Carpideiras, chegam a ganhar até R$300,00 por trabalho.

Na Grã-Betanha os familiares podem assistir os funerais pela web