30/08/2010

Camisinha Anti-Estupro: Rape-aXe


Na África do Sul, 28 por cento dos homens já violentaram uma mulher ou menina, de acordo com o Conselho de Investigação Médica do país. Porém, mais do que os números, foi o contacto com uma das vítimas que fez Sonnet Ehlers, uma médica sul-africana, começar a trabalhar numa camisinha anti-estupro, usadas pelas próprias mulheres, a que deu o nome de Rape-aXe.

Mas, afinal, como funciona? A ideia partiu da vítima de violação que Sonnet conheceu. «Quem me dera ter dentes lá em baixo», terá confidenciado a mulher à médica. A partir daí, Sonnet desenvolveu a camisinha que, para além da camada convencional de látex, possui também farpas afiadas como lâminas de barbear.

O preservativo, que se introduz como um tampão, é inofensivo para a mulher que o usa, mas fere de forma dolorosa o pênis de um violador. De tal maneira que se torna impossível retirar o pênis da camisinha, já que as farpas ficam tão crivadas que apenas se pode retirar o dispositivo com ajuda médica. Até a camisinha ser retirada, através de cirurgia, o homem não pode andar ou urinar, o que facilita a identificação por parte das autoridades. Uma coisa é certa, ele não se vai esquecer tão cedo da dor que sentiu e ficará com pequenas cicatrizes das lesões.



Fonte http://obviousmag.org/archives/2010/08/rape-axe_a_camisinha_com_farpas